terça-feira, 16 de novembro de 2010



Pior que solidão e a ilusão é perceber que ambos somos nós que fazemos

Felipe Maciel


Me oscilam essas idéias machistas,
de que somos feitas mera carne.
Ilusão?
Eu não.
Comigo é veia,é coração.

Ao sentimento não lhe dou
classificação
pra uns é submissão ou até
uma ilusão.
Para mim uma grande evolução.

Pedis

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Me acalmo pra te receber
Finjo que nada aconteceu
Abro a porta e me envolvo
Será que não percebe que
Eu mudo a cada instante por você

Ah, se eu pudesse ser
De um jeito como o seu
Eu jamais seria eu
Ah, se eu pudesse ser
De um jeito como o seu
Eu jamais seria eu

Eu quero ver você no meu lugar
Eu quero ver você como eu
Espero ter você aqui
No meu lugar pra entender
Tudo o que eu sofro por você

E é tão dificil de entender
E eu passo todas as horas em aflição
E o tempo que eu te espero
Eu espero que não seja em vão
Eu busco apenas um sorriso seu

quinta-feira, 11 de novembro de 2010


Porque, tudo tem que ser tão dificil, tão complicado.As vezes tomamos decisões que mudam nossas vidas, isso tudo é tão confuso, e parece que quanto mais queremos resolver ,mais pioramos os problemas, complicamos mais.
As vezes me pergunto, o que será de mim daqui alguns anos?! E o que seria dos outros se eu não mais existir? Sentiriam minha falta? O ao passar do tempo, eu seria esquecida? Alguem iria lemrar de mim no meu aniverssario, na passagem de ano?
Vivo pensando em coisas sem sentido, sem explicação.Mais é o que eu penso, reflito! Sobre as coisas mais complicadas , coisas que a genética não podem desvendar.As vezes mesmo são coisas muito bobas, mais que gosto de inventar, imaginar coisas impossiveis, pensar em torna-las possiveis!
Muitas vezes me sinto sozinha, solitaria , é ai que me pergunto, será que alguem está pensando em mim? alguem pensa em mim? lembra de mim???
Esses tipos de pergunta que ninguem pode me responder. Me mantenho, fechada, isolada do mundo e de todos, me sinto esquecida, pelo mundo e por todos!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Molduras boas não salvam quadros ruins
Eu procurei a vida inteira sem saber bem pelo que
Mas se pelo menos você estivesse aqui
Eu conto as horas pra estar com você
Eu estive lá na sua presença
Só pra saber o que você diria sobre nós
O que te diz mais?
Não quero desperdiçar a chance de ter encontrado você
Hoje o que eu mais quero é fazer você feliz
Vejo as pessoas e sei que juntos nós podemos muito mais
Eu vivo na espera de poder viver a vida com você...!

sábado, 23 de outubro de 2010


Perdoa-me, folha seca,
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo,
e até do amor me perdi.

(...)

Tu és a folha de outono
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.

Cecília Meireles

sexta-feira, 22 de outubro de 2010


Deus costuma usar a solidão
Para nos ensinar sobre a convivência.
Às vezes, usa a raiva para que possamos
Compreender o infinito valor da paz.
Outras vezes usa o tédio, quando quer
nos mostrar a importância da aventura e do abandono.
Deus costuma usar o silêncio para nos ensinar
sobre a responsabilidade do que dizemos.
Às vezes usa o cansaço, para que possamos
Compreender o valor do despertar.
Outras vezes usa a doença, quando quer
Nos mostrar a importância da saúde.
Deus costuma usar o fogo,
para nos ensinar a andar sobre a água.
Às vezes, usa a terra, para que possamos
Compreender o valor do ar.
Outras vezes usa a morte, quando quer
Nos mostrar a importância da vida.

Fernando Pessoa

Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.

Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?

Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.

Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste

Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010



Tantas decepções eu já vivi
Aquela foi de longe a mais cruel
Um silêncio profundo e declarei:
"Só não desonre o meu nome"

Você que nem me ouve até o fim
Injustamente julga por prazer
Cuidado quando for falar de mim
E não desonre o meu nome

Será que eu já posso enlouquecer?
Ou devo apenas sorrir?
Não sei mais o que eu tenho que fazer
Pra você admitir

Que você me adora
E Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber

Perceba que não tem como saber
São só os seus palpites na sua mão
Sou mais do que o seu olho pode ver
Então não desonre o meu nome

Não importa se eu não sou o que você quer
Não é minha culpa a sua projeção
Aceito a apatia, se vier
Mas não desonre o meu nome

Será que eu já posso enlouquecer?
Ou devo apenas sorrir?
Não sei mais o que eu tenho que fazer
Pra você admitir

Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber

domingo, 21 de fevereiro de 2010